As escolhas em Economia

Caminhos

A Economia é conhecida por ser a “ciência da escolha”. A visão que predomina nos dias de hoje é a capacidade que os agentes económicos têm em fazer escolhas racionais, ou seja, conseguem maximizar o seu benefício individual.

A liberdade de escolha é um conceito que gera muita controvérsia, pois pode ser abordada de forma negativa ou positiva, considerando a posição de cada pessoa. Mas como é fácil de ver, este conceito não é um dado adquirido pelos cidadãos. Escolhe quem pode, não quem quer. Por exemplo, um país é uma entidade política formalmente autónoma e independente. No entanto, as suas condições reais de escolha dependem da sua situação concreta.

Para percebermos melhor o conceito e as suas posições, temos de ter em conta o contexto particular, pois este pode condicionar ou não a liberdade de escolha, neste caso concreto de uma economia ao nível de um país. Ora vejamos:

  • Um estado pode liberalizar determinada indústria e esta indústria desaparecer, pois será destruída (exemplo: liberalização do mercado de caju em Moçambique);
  • Um estado pode criar mecanismos de protecção de vários sectores e esses serem um enorme sucesso (exemplo: implementação do SNS Britânico).

Mesmo que o mercado tenha “leis” próprias de funcionamento, não existe nenhuma “lei” da economia que determine que todas as actividades têm de ser submetidas às leis de mercado. É sempre possível decidir se uma dada actividade (ou sector) deve ser sujeita a essas “leis”, pois a escolha colectiva não tem lugar nas “leis” do mercado.

Na escolha colectiva está sempre envolvida a ideia do bem comum e não meramente uma opção dos meios que podem levar a determinado fim, porque o objectivo a que queremos chegar deve ser discutido.

Podem encontrar mais informações acerca da reforma do caso de Moçambique consultando a seguinte bibliografia:

– MsMillan, Margaret; Rodrick, Dani; e Welch, Karen (2002), When Economic Reform Goes Wrong: Cashews in Mozambique, NBER, Working Paper 9117.

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