Pagar mais ou menos impostos?

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Adam Smith defendeu que o imposto era necessário e até que devia incidir com mais intensidade sobre bens de luxo:

“Assim, a pessoa que paga o imposto, em definitivo, ganha mais pelo modo como esta taxa é usada do que perde por esta despesa. O que ela paga está precisamente em proporção do ganho que ela produz. Na realidade, o pagamento não é outra coisa senão uma parte deste benefício que é obrigada a ceder para ter o resto. Parece impossível imaginar um método mais equitativo de aplicar um imposto. Quando esta mesma taxa sobre as viaturas de luxo, as carroças, as segues de posta, etc., é um pouco mais pesada […] do que sobre as viaturas de uso necessário, como as viaturas do carroceiro, as carruagens de transporte, etc., então a indolência e a vaidade do rico contribuem de modo muito simples para o alívio do pobre, tornando mais barato o transporte de mercadorias em todos os lugares do país.”

in Smith, Adam (1987 [1776]), Riqueza das Nações, trad. Teodora Cardoso, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, volume II, pp. 372-3.

Hoje não é menos razoável do que no tempo de Smith usar um critério social para determinar a existência e o valor do imposto: se o imposto financia despesas necessárias à sociedade, então é socialmente útil. Em caso contrário, deixa de o ser.

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