O trabalho é livre ou livremente explorado?

A partir da herança da teoria do valor da Economia Política clássica, Marx analisou o capitalismo como uma forma generalizada de exploração do trabalho. Essa exploração culminava, como escreveu nos seus Manuscritos de 1844, e um processo de alienação.

Isto significa que o trabalhador é separado do produto por si produzido, já que este é apropriado pelo dono do capital; o trabalhador deixa de determinar o processo de produção; o trabalhador é separado dos outros trabalhadores. Estas três formas de afastamento do sujeito em relação ao seu objeto de trabalho seriam processos de alienação na vida social.

Para Marx, a extração da mais-valia é o mecanismo de exploração característico do capitalismo:

«O objeto do desenvolvimento da produtividade do trabalho, no contexto da produção capitalista, é diminuir a parte do dia de trabalho em que o trabalhador trabalho para si próprio, e alargar, em consequência, a outra parte do mesmo dia em que trabalha gratuitamente para o capitalista.» (Marx, K. (1863), O Capital, vol. 1, ed. 1976, Londres: Penguin, p. 438)

Esta forma de exploração conduz a uma constante transformação do processo produtivo, que modifica a relação social. A partir das medidas grosseiras que se podem estabelecer a partir da estatística oficial portuguesa, a taxa de exploração terá variado aproximadamente nos termos descritos em baixo.

Medida da Exploração

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