Laissez-faire!

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Esta é uma expressão de origem francesa, muito conhecida em Economia, que significa em português “deixem fazer”. Esta expressão representa o que alguns economistas tratam por liberalismo e que defende que o Estado deve interferir o menos possível na actividade económica e deixar que os mecanismos de mercado funcionem livremente.

O papel do Estado no estabelecimento da ordem mercantil foi mal compreendido pelos filósofos iluministas que no século XVIII, primeiro em França, depois na Escócia, deram passos decisivos no processo de constituição da Economia Política.

Em França, os fisiocratas liderados por François Quesnay (1694-1774), denunciavam a intervenção do estado e as políticas de Colbert (1619-1683) como causa de todos os males. Segundo Quesnay, Colbert havia arruinado o sector primário e consequentemente o própio país, a França, pois naquela altura a terra era a origem de toda a riqueza.

Para os fisiocratas, era a partir da terra que a riqueza circulava por toda a economia. Se a agricultura fosse “atacada” por impostos, a economia do país poderia entrar em ruptura, como Quesnay demonstrava com ajuda de cálculos aritméticos no seu Quadro Económico. Os impostos deveriam ser colectados sobre o rendimento dos agricultores. Além disso, o soberano não deveria interferir nos assuntos privados dos agricultores, proibindo culturas, nem no livre funcionamento dos mercados, fixando preços ou proibindo exportações. Laissez-faire la nature!, proclamavam, cunhando o que viria a ser o liberalismo económico.

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