A moda da felicidade

Esta moda da “Felicidade” nas Empresas é tão intangível que começa a fazer bocejar

felicidade no trabalho

Há milhares de artigos escritos sobre a felicidade no trabalho. É uma moda que se criou. Ana Loya, managing director da Odgers Berndtson e managing partner da Ray Human Capital, explica porque a felicidade no trabalho é um mito.

Desde que o ser humano é ser humano, o valor principal da sua existência é a busca da felicidade na sua vida.

Felicidade é o Céu tal como é visto nas diferentes religiões e filosofias ainda que de formas diferentes: para os Budistas pode ser o mergulho no nada, para os monoteístas como os Cristãos pode ser o encontro final com o seu Deus.

A Felicidade não existe de per si: há momentos felizes, há períodos felizes, mas ser feliz é algo que varia de pessoa para pessoa. Amar e ser amado é a relação mais comum do encontro ou do toque da felicidade, seja entre duas pessoas, entre amigos, entre família.

Há no entanto outros conceitos que se misturam, frequentemente, com a Felicidade ou com o estado de ser/estar feliz: a alegria, o prazer, a satisfação.

Esta moda da “Felicidade” nas Empresas é tão intangível que me começa a fazer bocejar. Já me irritou mas agora faz-me tédio. É assim como uma “banha da cobra” moderna para quem precisa de chavões para resolver tudo. E, como resolver tudo não é possível, deve criar infelicidade…

Quando não conseguimos definir o nosso objetivo na vida (e mesmo no trabalho) podemos sempre dizer que “queremos ser felizes”. E isso significa exatamente o quê?

Ana Loya, managing director da Odgers Berndtson e managing partner da Ray Human Capital

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